PIX E A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NO MERCADO FINANCEIRO

Recentemente encerrei minha conta corrente em uma instituição financeira, onde era cliente há 1O anos. Fiz a opção por uma nova tendência: o banco 100% digital.

Quando eu era criança, meu pai era correntista do antigo Banco de Boston e como cliente vip ele tinha porta cheque de couro, gerente a sua disposição , sem enfrentar filas. Esta é minha lembrança de uma prestação de serviço personalizado.

Quando foi minha vez de abrir a primeira conta, os atrativos oferecidos eram a sala vip com café expresso, água a escolha do cliente – com ou sem gás- e claro, sem filas.

Eu, iniciante do mercado financeiro, não tive acesso a estas regalias, já que não fazia parte dos grandes investidores.

Estes motivos não foram os responsáveis pelo fechamento da minha conta e sim o preço cobrado pelos serviços prestados, generosamente , que me davam direito a 4 teda e 2O folhas de cheque, aí módico preço de 80,00 por mês

A transformação digital presente em todos os setores da nossa economia começou muito antes da pandemia no setor financeiro. As empresas que entenderam que a fidelidade é conquistada pela simplicidade e pela cobrança justa das tarifas – ou não cobrança delas – engoliram o mercado. Não precisamos mais aceitar uma cobrança de anuidade sem aviso prévio no cartão. Ou o débito em conta de um seguro funerário que nunca foi contratado. Ou até mesmo em manter um bom relacionamento com o gerente para termos crédito pré aprovado. Hoje em dia somos atraídos e conquistados pela facilidade na abertura de contas, transações sem custo e com agilidade, e respostas em tempo real a qualquer solicitação. 

Prova maior dessa situação é o lançamento do PIX pelo Banco Central, para que todos, independente do banco escolhido, possam realizar transferências de forma rápida, a qualquer hora, em qualquer dia. Com previsão de início em 16/10 – ele já está dando o que falar, afinal, o que os bancos tradicionais ganham com isso?  

Essa dúvida é justificada pela imagem construída por algumas instituições nesse caminho, onde o cliente sempre precisava pagar para ter algo, seja uma transação ou um bom atendimento. Os negócios vivem de clientes, e com tantas facilidades oferecidas pela transformação digital do mercado, o Pix é uma saída para o setor financeiro ser repensado. 

Ele é o caminho de uma grande mudança, que pode ser ainda maior se as instituições tradicionais compreenderem esse novo cenário mundial e se beneficiarem da utilização da inteligência artificial, data Science e demais tecnologias a favor do cliente. 

De acordo com o Gartner, as empresas devem mudar a abordagem de serviços com o intuito de possibilitar conversas personalizadas e proativas com clientes, ao invés do padrão reativo praticado por muitas empresas. Atualmente, apenas 13% dos clientes receberam algum tipo de abordagem proativa por parte dos departamentos de serviços/ experiência do cliente.   

O cliente deve ser o foco de qualquer negócio, e se você ainda não começou a transformação digital da sua empresa com esse foco, conte com a SGA. Nós criamos soluções para os desafios reais através da tecnologia em Nuvem, orientados à solução e construção de relacionamento. 

O que você puder imaginar, pode ser feito. Vamos juntos? 

Referências: https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases/2020-10-19-gartner-says-organizations-need-to-move-from-a-reacti   

Por Laura Castro, Head of Marketing na SGA

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